De acordo com uma pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), 1,7% do PIB brasileiro é destinado a gastos com itens relacionados à beleza. Segundo os analistas, este setor tem grande potencial de crescimento, especialmente por duas razões.

A primeira delas é o crescimento dos gastos da classe média brasileira, que tem nesse setor uma preferência de consumo. A segunda razão é que, no Brasil, houve intensa segmentação e diversificação do mercado, com o lançamento de novos produtos para tipos específicos de pele, cabelo, sexo e idade. Quem não se via representado pela indústria, agora já se vê – e o resultado disso é o Brasil ser, atualmente, o segundo mercado mundial de beleza, atrás apenas do norte-americano.

Desafios à logística

Esse poder de mercado e sua potencialidade de crescimento colocam novos desafios para a logística do setor, desde a produção até o consumo final. Esses desafios são ainda maiores se pensarmos nas proporções continentais do território brasileiro, os problemas e limitações da infra-estrutura brasileira, a carência de mão-de-obra em todos os níveis da operação e a crescente demanda de clientes. É também um setor com forte concorrência, o que exige da área de logística da beleza um atenção especial à pontualidade, confiabilidade, armazenamento e distribuição .

Além desses desafios, há exigências formais da logística do setor, como a documentação e o padrão de qualidade exigidos pela ANVISA; exigências provenientes de formas específicas de comercialização, como a venda porta a porta, que exige grande capilaridade da logística; e cuidados especiais de transporte, dado que são produtos de consumo humano, frágeis e de alto valor unitário, não apenas em seu conteúdo como também em sua embalagem.

Projeto logístico

Os desafios do setor exigem, portanto, um projeto logístico, que se inicia com uma política de bom relacionamento com os parceiros, fornecedores e clientes que fizeram a encomenda. Criar um projeto logístico deve ser, além de adequar-se à legislação específica e cumprir as metas de entrega, desenvolver práticas flexíveis, capazes de entregar cada vez mais valor com menos custo.

O projeto logístico deve ser flexível também para sobreviver à concorrência, inclusive de empresas estrangeiras, já que há a tendência de abertura do mercado para grupos internacionais de transporte logístico de cargas.

O projeto logístico deve ter em vista como o produto será comercializado até o consumidor final. E o setor de beleza indica elevada comercialização a domicílio, através de um modelo de entrega chamado “Last Mille”, no qual há alto fracionamento das entregas e que pressiona o projeto logístico para uma alta produtividade de entrega.

A flexibilidade do serviço deve ainda levar em consideração o gradativo aumento do preço do combustível, os gastos com a manutenção, reparos de veículos e a qualificação da mão-de-obra. Outra exigência para o projeto logístico é precaver-se à uma realidade perigosa, buscando sistemas de gerenciamento de risco e de seguro de cargas.

A excelência na entrega deve pensar ainda na responsabilização da empresa em acidentes que podem acontecer e no respeito às leis de trânsito, não apenas nas rodovias, mas também em cada uma das cidades envolvidas na logística: há aquelas que proíbem a entrada de caminhões em vias urbanas, então a solução é buscar operadores que tenha uma boa logística de distribuição.

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