Quem frequenta praias próximas a portos costuma ver uma série de navios enfileirados no mar. Eles estão, na verdade, atracados, esperando para serem carregados ou descarregados. Em algumas regiões do país, essas filas costumam ser enormes, devido à falta de infraestrutura dos portos para receber os navios. E quanto mais tempo eles passam atracados, maiores serão os prejuízos gerados para as empresas importadoras.

Um dos maiores custos gerados por esse engarrafamento é o de “demurrage”, também conhecido como “sobreestadia de contêineres”. Este nada mais do que o valor diário cobrado pelo uso do contêiner após o término do prazo livre acordado. Enquanto a carga não é nacionalizada e armazenada em um outro local, os custos de demurrage continuam aumentando. A seguir, confira algumas dicas para reduzir os custos dessa sobreestadia.

5 dicas para reduzir custos de demurrage

1 – Negocie com o armador o prazo livre de demurrage

Na hora de negociar o frete com o armador – o dono do contêiner -, aborde a questão do prazo livre de demurrage. Busque explicar a ele que os custos de demurrage reduzem a competitividade da mercadoria importada e, ao obter uma menor lucratividade, sua empresa irá contratar menos fretes, o que será ruim para o armador. Esta dica é útil principalmente para aquelas empresas que realizam um grande volume de importações.

2 – Certifique-se de que os documentos exigidos estão corretos

Outro fator que pode atrasar os processos de nacionalização da mercadoria e elevar os custos de demurrage é a não entrega dos documentos exigidos pelos órgãos de fiscalização. Se apenas um documento estiver faltando ou estiver apresentando informações incorretas, então os órgãos podem impedir que a mercadoria seja nacionalizada até a empresa importadora e o despachante aduaneiro resolverem a situação.

3 – Oriente o despachante aduaneiro a fazer o pedido de desova

Contate um despachante aduaneiro e verifique com ele a possibilidade de fazer a desova – isto é, a retirada da mercadoria do interior do contêiner. Após o processo de desova, o contêiner poderá ser rapidamente devolvido para o armador e a mercadoria solta ficará armazenada no terminal, mediante o pagamento de uma taxa que é muito menor do que os custos de demurrage. Mas sempre analise a viabilidade da desova junto ao despachante aduaneiro.

4 – Dê preferência aos portos secos

Os portos secos são terminais alfandegários localizados fora dos portos que contam com um posto fixo da Receita Federal. Esses portos desburocratizam os trâmites de cada processo e oferecem serviços de desova, desembaraço aduaneiro, entrepostagem e movimentação de contêineres. Os portos secos podem nacionalizar rapidamente as mercadorias importadas, sendo uma opção mais viável do que os portos.

5 – Verifique se o seu Estado disponibiliza o DEIM

O Desembaraço Eletrônico de Importação (DEIM) é um sistema desenvolvido pela Receita Estadual do Paraná que tem como principal objetivo agilizar os processos de liberação de mercadorias importadas. Ele também reduz o trabalho operacional da empresa importadora e facilita a sua interação com os órgãos de fiscalização. Portanto, veja se ele já está disponível no estado onde sua empresa realiza o desembaraço de mercadorias importadas. O GRUPO ENAR tem a sua matriz no estado do Parana e podemos lhe ajudar com isto.

Agora que você já conferiu todas as nossas dicas, aproveite para conhecer os nossos serviços de comercio exterior ou deixar as suas dúvidas nos comentários! Entre em contato comigo agora e veja como: 1 95475-6564 ou osmar.vinci@grupoenar.com.br. Abraços

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