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As estratégias logísticas utilizadas nas Olimpíadas Rio 2016

Nada menos que 30 milhões. Esta foi a quantidade de itens necessária para montar os palcos onde mais de 11 mil atletas de 206 países disputaram os Jogos Olímpicos Rio 2016. Foram transportadas, armazenadas e distribuídas 120 mil cadeiras, 30 mil colchões, 18 mil sofás, 25 mil mesas, 30 mil camas, 36 mil bagagens de atletas, 980 mil partes de equipamentos esportivos e 300 quilômetros de alambrados.

Com todos esses números, não é difícil entender por que a logística dos Jogos Olímpicos foi considerada complexa. E para driblar toda essa complexidade e garantir a entrega dos itens, os responsáveis tiveram que planejar bastante as suas operações e adotar inúmeras estratégias logísticas. A seguir, você descobrirá quais foram essas estratégias. Confira:

Os desafios enfrentados antes dos jogos

Engana-se quem pensa que os atletas foram os únicos a disputar os jogos e demonstrar suas habilidades nas Olimpíadas Rio 2016. Os operadores logísticos e suas equipes também tiveram que fazer isso para ganhar medalha de ouro na modalidade logística. E eles não podem negar que suas habilidades foram colocadas à prova nos últimos anos e, principalmente, nos três meses antes do início dos jogos.

Enquanto a tocha olímpica era carregada por todo o país, 2 mil colaboradores recebiam e despachavam milhares de itens – de parafusos a obstáculos de duas toneladas. Para armazená-los, foram necessários três centros logísticos (dois em Duque de Caxias e um na Barra da Tijuca), que contavam com segurança 24 horas e que, juntos, ocupavam uma área de 100 mil metros quadrados.

Os principais desafios enfrentados pelos organizadores foram:

  • Armazenar e transportar milhares de itens em um curto período de tempo;
  • Controlar todos os itens, desde pequenos parafusos até grandes estruturas;
  • Gerenciar as atividades de todos os colaboradores envolvidos;
  • Manter a eficiência e a qualidade das operações;
  • Garantir que tudo fosse entregue e disponibilizado na data certa dos jogos.

O controle das operações

Todos os itens foram armazenados e transportados por 170 caminhões e 2 mil equipamentos (tratores, empilhadeiras, guindastes, etc). Nos centros logísticos, os contêineres utilizados foram organizados horizontalmente em 200 corredores e verticalmente em sete andares. No total, foram criadas 26 mil posições de porta-paletes, cujo acesso era facilitado tanto para colaboradores quanto para maquinários.

Quanto ao gerenciamento dos itens, cada um deles ganhou um código específico que era registrado em um sistema. Isto permitia que os gestores controlassem tudo o que havia dentro de cada contêiner. Eles também podiam verificar onde exatamente estava cada item e se algo havia sido remanejado internamente. Se um uma bolinha de tênis não fosse encontrada, os responsáveis poderiam facilmente saber o que aconteceu com ela.

Embora pareça ser simples, essa estratégia de controle por código foi essencial para o sucesso das inúmeras operações, como a armazenagem dos colchões que, se empilhados, equivaliam à altura de nove Corcovados. E como o controle era automatizado, os gestores não precisavam procurar cada item no centro logístico. Bastava alguns cliques no sistema para descobrir onde estava cada item.

As lições que podemos tirar da logística das Olimpíadas

Os desafios enfrentados pelos organizadores dos jogos olímpicos Rio 2016 são bem parecidos com aqueles com os quais as empresas precisam lidar. Entregar itens no prazo certo, sem atrasos, talvez seja o maior deles. Mas com muito planejamento e controle, vimos que os organizadores conseguiram transportar dezenas de milhares de itens de todos os tipos e tamanhos, desde uniformes, petecas e medalhas até camas, TVs e alambrados.

Em um curtíssimo período de tempo, foram armazenados e transportados 30 milhões de itens – quantidade necessária para encher 40 piscinas olímpicas. E se os organizadores das Olimpíadas conseguem realizar toda essa operação logística, as empresas brasileiras também podem escoar seus produtos com qualidade e eficiência. Basta elas se planejarem e contarem com o apoio de um operador logístico experiente.

E você, o que achou da logística das Olimpíadas Rio 2016? Acha que as operações foram um sucesso? Compartilhe suas opiniões com a gente pelos comentários! Entre em contato comigo agora 11 95475-6564 ou osmar.vinci@grupoenar.com.br

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